quinta-feira, 6 de junho de 2013

Drogas na Gravidez

Cocaína:
A cocaína é um poderoso estimulante do sistema nervoso central e seu uso na gravidez pode causar problemas bem graves e, em certas casos, irreversíveis. No primeiro trimestre, pode aumentar as chances de um aborto espontâneo e nos últimos meses, de um parto prematuro.
Além disso, pode levar a placenta a se separar da parede uterina antes da hora do parto -- uma condição conhecida como descolamento de placenta, que provoca forte sangramento e pode ser fatal tanto para a mãe como para o bebê.
A maior parte dos bebês expostos ao uso de cocaína antes do nascimento não necessariamente terá uma anomalia, mas pesquisas indicam que correm sim mais riscos de isso acontecer (e os riscos são maiores conforme a frequência com que a mãe consome a droga). Algumas das anomalias associadas à cocaína são defeitos cerebrais, no rosto, nos olhos, coração, intestino e órgãos genitais do bebê.
Outro problema é que filhos de usuárias muitas vezes passam por crises de abstinência da droga, tendo maior dificuldade para ser confortados e se assustando ao menor toque ou barulho. Esse tipo de complicação pode durar de oito a dez semanas depois do nascimento ou até mais.
O que não sabe ainda é ao certo é qual a quantidade de cocaína que gera tais consequências, daí os médicos serem enfáticos sobre as gestantes pararem de vez com a droga para evitar sustos e frustrações no futuro.
Ecstasy:
De acordo com uma pesquisa do Serviço de Informações de Teratologia Britânico, uma instituição que analisa efeitos nocivos ao corpo de inúmeros substâncias, houve maior número de más-formações (especialmente de membros e coração) entre os bebês de consumidoras de ecstasy, especialmente se associado a outras drogas, do que de mães que não tomavam nada.
Heroína:
A heroína provoca diversos efeitos negativos no bebê em desenvolvimento, como menor crescimento fetal, nascimento prematuro -- cerca de metade dos filhos de mães viciadas em heroína nasce antes do tempo -- e até a morte mesmo antes do nascimento.
Crianças expostas à heroína durante a vida uterina costumam sofrer sintomas fortíssimos de crise de abstinência depois do parto, necessitando de tratamento que pode levar semanas. Entre os sintomas estão irritabilidade, desassossego e dificuldade de comer e respirar, e só especialistas no assunto são treinados para lidar corretamente e de maneira segura com esse tipo de situação.



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